A GPS For The Scavenger Hunt

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I am pretty sure that all teachers, and I am one of them, have already used bi-dimensional maps whether they were those fold-up maps, illustrations that were in  textbooks or even a simple map drawing on the board. But, imagine the reaction of a student whose daily routine is all about iPads, Playstations and smartphones. Such map would be really boring to this kid.

That’s exactly when someone might say “map apps are also bi-dimensional. How can they be so different from what has been done in the classroom?”. Well,  many maps nowadays are 3-D which means that teaching directions and even some expressions that are very useful for those who travel often or those who don’t want to get lost when looking for a place or address. As a drilling activity the teacher can design a game in which the classroom becomes a neighborhood and then students are separated in groups. Each group  can be a car, given that every car would have 4 people, then there would be around 10 cars on the “street”. In case there is and odd number of  students, there can also be pedestrians and bikers. The teacher can be a traffic guard controlling the “traffic” so that students respect the rules (all communication must be made in the target language). When students do something other than what they were asked to, the teacher corrects them using the appropriate technique granting the “traffic” flow.

I know I have mentioned Michael Tomasello and his study on language acquisition through its use before. This means that interaction takes an important role in the acquisition process of sintax, phonetics, semantics and pragmatics whereas the brain then has the responsibility of decoding  all these features, thinking, in other words, to produce sppech in an organized manner. I wonder if the proposed activity is aligned with Tomasello’s proposal. Let’s find out. The interaction between student and teacher happens naturally and the fact this is a group activity the Zone of Proximal Development takes place and students can assess one another and communication in the target language (maybe with very few words in Portuguese) stimulates cognition in the acquisition process. Mission accomplished! But what about the map? And what is so techie about it? At the end of the lesson plan there may be a performance activity, when students fly freely, without interference from teachers. Considering a class of Primary school, or maybe the first grades of Secondary, the teacher can suggest a scavenger hunt. The plus here is tat the teacher can hand out GPS devices and set them to English language so that students find their treasure by listening to the directions given by the device.

Almost everyone has seen and used a GPS device. Stepping into a classroom with an activity that requires old fold-up maps is nonsense in a context and reality where students use smartphones and tablets. Doing it so might demotivate students and they are not going to be as engaged as you wanted them to, resulting in a poor performance. Once motivation is zero, then the whole process is disabled. But that is an issue for another post.

Atividades De Sala De Aula De Arrepiar

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Por que geralmente crianças e alguns adultos tem medo do escuro? Por receio de que algum monstro ou bichos como aranha, cobras venham morder e eles não estão vendo essas coisas estranhas se aproximarem para correrem e fugirem. Ou seja, o medo vem do desconhecido e partir disso a inferência de que algo irá ou pode pegá-los. No entanto, neste dia das bruxas, não vamos deixar os alunos assustados e preparem um atividade divertida que pode envolver todas as salas de aula de sua escola e ainda deixar seus alunos craques em interpretação textual/oral.

Inferir que algo no escuro irá fazer mal é, basicamente, entender o momento, ou seja, a falta do recurso visual e pensar que se algo de ruim que existe no mundo tiver a oportunidade de chegar perto, isso poderá acontecer e acarretar em algo que pode prejudicar. Todo esse procedimento só é possível se a criança tiver o conhecimento, por exemplo, de que aranhas são animais que podem picar e ter venenos, portanto o conhecimento do mundo é importante pra que haja a formação do pressuposto. Esse tipo de interpretação é muito importante, também, na aquisição de uma língua estrangeira. No caso do inglês americano, os alunos que conseguem desenvolver o entendimento de pressupostos da língua acabam carregando com eles uma bagagem cultural bem forte que facilita o entendimento da língua ensinada. Por exemplo, inferência pode ser um trick quando alunos acreditam que todos os verbos são regulares e os inflexionam com a terminação -ed no passado. Porém pode ser um treat se pensarmos que o aluno assimilou e aprendeu como se utilizar o tempo passado da língua inglesa.

Para se trabalhar essa habilidade de maneira expandida, o professor pode desenvolver uma atividade horripilante em que a interpretação oral, mais facilitada por geralmente trazer recursos como gestos, linguagem corporal, etc, e a textual sejam exploradas. Para se trabalhar alguns adjetivos o professor pode selecionar por exemplo scary, crazy, horrible, freaky, haunted, mysterious, para apresentar pra sala utilizando, como sugestão, alguns personagens da Turma do Penadinho, criado por Maurício de Souza. Para uma turma um pouco mais madura, as revistas em quadrinhos do título Spawn são bem legais pra essa atividade também. Assim que os alunos estiverem bem confortáveis com as novas palavras, separe-os em trios e entregue frases (adaptadas quando necessário) de algumas obras assustadoras. Claro que estou falando de Edgar Alan Poe, gênio do assombrado. Peça que o trio explique, em no máximo 3 linhas, o motivo de aquela frase ser scary, mysterious, etc, “forçando” o uso dos adjetivos, ou seja, nessa proposta trabalha-se a consolidação do entendimento do grupo de palavras adjetivo e também pratica-se a interpretação textual, amplamente requisitada para exames de vestibular e pelo ENEM.

Mas como o ensino de língua é algo a ser externalizado, a performance dos alunos pode ser realizada através de um projeto que envolve todas as turmas da sua escola, professor. Na parte prática dentro da sala, os alunos utilizaram seu conhecimento de mundo para fazer inferências e pressuposições. Nada mais justo que incluir um pouco de cultura estrangeira para ampliar o “GPS” interno dos alunos através do famoso trick or treat em que os alunos se fantasiem e saiam pedindo doces por toda escola. Sugiro duas opções: levar alguns modelos de máscaras relacionadas ao halloween, fazer com que os alunos as usem ou, se a escola tiver um budget legal, a empresa Wintercroft confecciona máscaras bem spooky em 3D. Exatamente, ela utiliza a tecnologia de impressão em 3D e oferece modelos de máscaras por 7,45 dólares que valem muito a pena caso ainda exista um pouco de “candies” no orçamento.  Com os alunos devidamente fantasiados, hora de bater de porta em porta das salas e pedindo doces aos professores, mas para ganhá-los os alunos devem responder a pergunta dos professores “who are you?” utilizando os adjetivos aprendidos.

Um GPS Para A Caça Ao Tesouro

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Tenho quase certeza absoluta de que todos os professores, eu me encaixo perfeitamente nessa lista, já utilizaram mapas bidimensionais quer sejam aqueles dobráveis e impossíveis de redobrá-los como eram, quer sejam ilustrações de mapas em materiais didáticos ou um desenho de um mapa na lousa. Mas, imaginem a reação de um aluno em que sua rotina seja rodeada de tablets, Playstations e smartphones. Acho que esse mapa seria boring pra ele.

É quando alguém pode, então, retrucar: mas os apps de mapas também tem duas dimensões, como isso pode ser tão diferente do que se é feito? Bem, muitos mapas hoje são em 3D, ou seja, ensinar os pontos cardeais, direção e até mesmo ensinar algumas expressões muito úteis para quem viaja sempre ou para quem não quer se perder ao procurar por algum lugar. Como atividade de fixação (ou drilling) o professor pode criar uma brincadeira em que a sala de aula é um bairro e dividir os alunos em grupos. Cada grupo pode ser um carro, supondo-se que cada carro teria 4 alunos, então uns 10 carros estariam na rua. Se o número for ímpar, podem-se ter pedestres e biciletas. O professor fica de fiscal do trânsito e vai fornecendo comando para que os alunos respeitem (claro, toda a comunicação deve ser feita no idioma alvo). Quando os alunos fazem algo diferente do que o “policial” pediu, o professor corrige, utilizando a técnica mais adequada, e o trânsito continua.

Sei que já mencionei Michael Tomasello e seu estudo sobre a aquisição da linguagem através de sua utilização. Ou seja, a interação tem papel fundamental na aquisição sintática, fonética, semântica e pragmática enquanto que o cérebro tem a responsabilidade de decodificar tudo isso, pensar, de maneira mais simplória, para produzir a fala de maneira mais adequada que o momento pede. Será que a atividade de fixação engloba essa nova corrente linguística? A interação aluno/professor acontece naturalmente e o fato de a atividade ser em grupo, a Zona de Desenvolvimento Proximal entra em cena e os alunos podem ajudar uns aos outros. O fato de a comunicação ser feita na língua alvo (ou no máximo com pouquíssimas palavras em português) estimula a cognição no processo da aquisição. Meta atingida! Mas e o mapa, a tecnologia? Todo final de lesson plan requer uma atividade de performance em que os alunos voam livremente, sem interferência do professor. Considerando uma turma do Ensino Fundamental I, talvez quarto ou quinto ano, o professor pode preparar uma Caça ao Tesouro. A diferença é que o professor pode selecionar os GPSs para língua inglesa e para os alunos chegarem ao seu tesouro eles devem ouvir e entender as direções dadas pelo aparelho.

GPS, quase todos os alunos já viram e muitos já sabem como utilizar esse aparelho. Aparecer em sala de aula com uma atividade que se utilize aqueles mapas antigos de papel dobráveis é ficar totalmente distante do contexto e da realidade dos alunos. Isso poderá desmotivar e os alunos não irão ficar engajados, resultando numa péssima qualidade de performance. Se a motivação é zero, então todo o processo se anula. Mas isso é assunto pra outro artigo.

Let’s Hang Out

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In the last 14 years working as an English teacher the top-3 most heard sentences from students are ‘I hate English’, ‘this present perfect stuff has no equivalent in Portuguese, does it’ and ‘this phrasal verb thing is too hard’. Well I would respectively reply like ‘maybe our previous teachers were not so good then’, ‘yes, there is’ and ‘yes’. Say what?! Sure it is hard, phrasal verbs are idioms that carry a strong semantic function and therefore are really tricky to be taught and learned.

The dilemma of teaching an idiom is how to shape meaning so that students understand it and at the same time the teacher’s talking time is reduced? Of course that depending on the methodology adopted, the teacher will indeed speak a lot (not recommended by CELTA), but with a fun and well prepared activity the teacher may have an A+ performance in the classroom and also engage his or her students. As it was previously discussed in another article, Google offers more than just a searching tool. There is something called Hangouts which is some sort of Skype embedded in Android OS and allows us to make calls and video calls with those who have a Google account. In addition, hangouts provides people with live stream automatically uploaded to a YouTube  account which means that someone might be visiting MoMa and call a group of students who are inside a school on the other side of the planet. Although this might look like a Google ad it isn’t. What happens is that there are so many resources available that can be used in the classroom that encourage the development of activities.

Let’s take the following phrasal verbs: ‘come up with’, ‘get along with’ and ‘set in’. The teacher can prepare a very interactive and communicative activity using Hangouts. Making use of context that involves friendship, social interactions as themes, it is possible to introduce such idioms and for drilling students can interview one another. To make practice more interesting, the teacher can hand out roles to students in which they can be athletes, celebrities, filmmaker, whereas the other student (considering an activity in pairs) plays a journalist. Students can also drill questions besides the idioms for many find asking questions quite hard to be produced. In order to make it up for the time possibly spent by the teacher to introduce the content of the day and the highly used talking time, the activity can have a grand finale with the students’ performance using Google’s tool. Inside the computer lab, students can make contact with other students around the world who were previously arranged by the teacher so that interview could be held and the studied phrasal verbs could be used. As the video is automatically uploaded to YouTube, the teacher can evaluate the students more accurately.

Thus, learning a controversial such as idioms (frowned by many) gets a plus through a very  real experience that might motivate your students. Leave your students hanging out with other from abroad with Hangouts using the phrasal verbs that were taught in the classroom.

Vamos Bater Um Papo?

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Nestes quase 14 anos como professor de inglês, o top 3 de frases mais ouvidas são “odeio inglês”, “esse present perfect não tem em português, né?” e “nossa essa coisa de phrasal verbs é muito difícil”. Bem, respectivamente eu diria “seus antigos professores devem ter sido muito ruins”, “existe” e “sim”. Sim?! Claro, phrasal verbs são expressões idiomáticas que contém uma carga semântica muito forte e, portanto são complicados de se ensinar e aprender.

O grande dilema de se ensinar uma expressão idiomática é: como dar formato ao significado para que os alunos entendam e, ao mesmo tempo, o professor fale pouco (Teachers’ Talking Time reduzido)? Claro que dependendo da metodologia adotada o professor vai mesmo falar bastante (não recomendável pelo CELTA), mas com uma atividade muito bacana e bem estruturada, o professor pode desempenhar um ótimo papel e ainda engajar seus alunos. Como havíamos falado anteriormente, o Google oferece muito mais do que uma ferramenta de pesquisa na internet. Existe um instrumento chamado Hangouts, uma espécie de Skype que já vem embutido nos celulares com sistema Android e permite fazer ligações de voz e de vídeo para quem tem uma conta Google. Além disso, o Hangouts oferece o serviço de transmissão ao vivo e automaticamente postado no YouTube, ou seja, alguém pode estar visitando o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e realizar uma chamada ao vivo via celular com alguém dentro da escola. Embora pareça um texto de propaganda do Google, não é. O fato é que são tantos recursos possíveis de se utilizar em sala que estimula o desenvolvimento de atividades de sala de aula.

Por exemplo, em uma lista de phrasal verbs contendo come up with, get along with, set in, o professor pode preparar uma atividade muito interativa e comunicativa usando o Hangouts. Fazendo uso de um contexto relacionado com amizades, interações sociais, o professor pode introduzir as seguintes expressões e no drilling time, eles podem entrevistar uns aos outros. Pra deixar a prática mais interessante, o professor pode distribuir funções para os alunos: um pode ser um atleta famoso, uma celebridade da TV, um diretor de filmes, enquanto que o outro aluno (pensando em uma atividade de dupla) tem a função de repórter. Além de trabalhar as expressões, os alunos também irão praticar as estruturas interrogativas, muitas vezes difíceis de serem oralmente reproduzidas. Para compensar mais ainda o tempo possivelmente utilizado pelo professor para introduzir o conteúdo, com tempo de fala do professor maior que o dos alunos, a atividade, para fechar a aula com chave de ouro com performance dos alunos, pode utilizar a ferramenta do Google. No laboratório de informática, os alunos podem fazer contato com outros alunos de outras partes do mundo, previamente estudado e acordado pelo professor, para que a entrevista seja feita entre eles usando os phrasal verbs aprendidos. Como o vídeo é automaticamente carregado no YouTube, o professor pode fazer uma avaliação com mais clama e mais precisa da performance de seus alunos.

Dessa forma, o aprendizado de um conteúdo tão controverso para o qual muitos torcem o nariz torna-se diferente, com uma experiência muito real e que pode motivar os alunos. Deixe seus alunos hanging out com alunos de outros países com Hangouts, usando os phrasal verbs que foram introduzidos em sala.

Google Beyond Research

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Everyone is more than used to turning to the greatest research tool in the world: Google. Everything there is in this planet can be found there, there is not a single thing this tool cannot  fetch and if Google cannot find it, then it just does not exist. What maybe few second language teachers know is that there is also another tool that can be very well used in language classes.

Even those teachers who are not tech aficionados ended up giving in to Google. However, a very low number of them have used their precious time of lesson preparation to explore every single corner on Google For Education. Calendars can be synced, files are shared and edited there, which is good for students’ work. In case you haven’t been introduced to each other yet, Google Drive offers their users a powerful tool to receive and share content with your students which means that if you want to flip your classes, you can kiss goodbye your excuses. Inside the core of lesson planning (warm-up, drilling, performance), with the resource of Google Drive it is possible to create a video clip that is going to be used at the warm-up stage. For instance, supposing that the content of the day is about looks, it might be interesting to go to a park and record all walks of people tall, short, fit, skinny, blondes, brunettes, people with curly or straight hair. Such a beginning of activity can expand the options for other sections of the lesson plan and, in addition, you will not be stuck with the school’s technical resources which are, in many cases, unfortunately limited.

On the other hand if Google Drive is already your BFF and you think you know all its features like the back of your hand, coding may be a good option for you to work with in your classroom. Yup, coding. That programming language used to design websites, apps and softwares. Of course Google’s Made With Code is not going to teach us exactly how to write codes, instead it uses the concept of functional blocks and offers a valuable tool for second language classes. Creating an avatar through geometric shapes can also be a fun activity with a techie pitch for K-12 groups. In this activity creativity and logical thinking are worked on and the outcome can become a tangible evidence of how students perceive, for instance, a character of book previously read. The stimulus for students to present and justify, in the target language, what each part of the avatar represents will make them communicate and use the vocab they learned such as geometrical shapes, colors, body parts. And what about asking your students to reproduce a poem in another language, with the same theme, but with a contemporary viewpoint? Too boring? Not if they can make their work into music. After they make their version of the poem, the students can use Google to create beats and become a rockstar for one day.

We all know how powerful Google has become and its education division has developed so impressive tools as the research. Knowing how to use such tools hinges on how willing a teacher is to understand how they work and think about implementing them in their activities. Go beyond the basics.

What Is Fluency After All?

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There has been a lot of language schools promoting and guaranteeing that their students end up their courses fluent in a second language. However, do professionals who work for with education really know what it means to be fluent? Many think that it is something regarding the accent, others believe that it is related (or is it?) to thinking in the target language which means that students shouldn’t (or should they?) think in their own native language.

All of us, born and raised in Brazil, have Portuguese as our mother tongue. We are natives and, therefore, fluent in that language and many factors support such status. One of them is our lexical range. Sociolinguistics studies a case called Speech Community, a group that can easily be recognized through linguistic features. In our case we share them with 100% of the Brazilian population thus we are natives and fluent in Portuguese for our Speech Community is obviously recognized through our language. Thinking time can also be an issue that contributes or not to fluency, it is not the reason why it happens though. Thinking time displays how articulate a person is, maybe you have a student not so articulate and takes time to conclude a speech however no teacher will question his or her fluency in Portuguese language.

What second language teachers can do to reach fluency is to develop activities that make their students speak, express themselves in the target language as much as they can. Exercises to master a language’s syntax, which expose students to current vocabs, registers and all the technical and subjective aspects of a language must be drilled with the students. Reading may enrich vocabulary, but silent reading and controlled speech activities help master syntax and role play activities help students understand how to convey in different situations. Pronunciation should be the frost in the cake in the classroom. Furthermore, many languages also have varied paces and pitches which means that teachers have to pay attention several pronunciation features other than just accent for they may contain semantic importance.

Pronunciation is indeed important in a language. It can represent a social group, a social identity and students should have access to such linguistic characteristic as well while in the process of a second language acquisition inside the classroom. What should be in every teacher’s minds is that pronunciation is not a determining factor that defines a student’s fluency. However, it plays an important part in the show.

Energia Para Ler, Energia Para Falar

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Energia é uma palvra utilizada pelas pessoas com diversos significados: eletricidade, potência (fisicamente é um termo similar), vitalidade. Tanto que, ao envelhecermos, dizemos que já não temos mais energias para lidar com certas situações. De maneira diretamente oposta, dizemos que crianças têm energia de sobra. Por isso muitos professores acabam se utilizando de aulas de leitura para aclamar seus alunos, os mais novos, cheios de energia, mas… será mesmo que isso é necessário? Mais ainda, será que isso contribui para a aquisição de uma língua estrangeira?

A leitura por parte do professor,  geralmente ocorrida nos primeiros anos  do Ensino Fundamental, tem seus benefícios. Os alunos recebem, nesse tipo de atividade, o modelo fonético apropriado a ser adquirido. Esse modelo é muito importante no processo de aquisição de língua estrangeira pois as crianças irão utilizar sua cognição para entender e decodificar o sistema fônico também, de acordo com os estudos recentes de Michael Tomasello.  No entanto, por melhor que seja o professor, lateralizar a informação reduz a eficácia no processo da aquisição de língua, quer seja a nativa ou a estrangeira. Por mais que a leitura acalme a turma, e eles têm mesmo muita energia, seria interessante otimizar e canalizar todo esse ímpeto.

Os professores que possuem ou já passaram por treinamento do CELTA, sabem que a espinha dorsal de uma aula de inglês como língua estrangeira termina com atividades de performance dos alunos. Ou seja, sempre há uma atividade em sala de aula em que os alunos podem voar livremente, sem interferência do professor, estimulando sua cognição e priorizando o uso da Zona de Desenvolvimento Proximal, através da interação com outros alunos. Mas a grande questão é: como unir uma atividade cuja característica é mais calma com outra mais dinâmica? Performance. Pois então vamos tentar esmiuçar isso. Certamente vocês já ouviram falar num grande escritor americano chamado Mark Twain. A grande sacada de suas obras é que elas têm uma conotação infantil com temas bem adultos, ou seja, dá pra se trabalhar com a criançada em sala de aula. Utilizando a história “The Celebrated Jumping Frog Of Calaveras County”, um conto muito divertido e rápido que li na época de universidade, o professor pode utilizar gravuras dos animais e dos personagens que são apresentados no conto para deixar a atividade mais lúdica. Conforme for contando a história, o professor pode fazer perguntas para que eles interajam e o recurso visual das gravuras também ajuda. Ao final, peça que os alunos escolham e desenhem um dos personagens descritos no conto. Ao término, eles devem mostrar ao professor e contar o que desenharam, sempre no idioma alvo.

Como dito anteriormente, claro que leitura por parte do professor tem seus pontos positivos, mas é imprescindível que os alunos tenham sua chance de produzir. Então, em vez de simplesmente aplicar uma atividade de leitura somente para que os alunos fiquem mais calmos, use a energia deles a seu favor. Ofereça o guia adequado e deixe-os trabalhar, sempre sob seu olhar profissional. Além de você trabalhar um clássico da literatura americana, ainda contribuirá para a produção oral de seus alunos e, mais ainda, poderão utilizar a criatividade ao desenhar seu ponto de vista dos personagens.

Entrevista “Band Cidade Campinas” – Matéria 02/09/2014

Em entrevista para o programa Band Cidade Campinas, o linguísta responsável pela Mattiello Consultoria Acadêmica fala sobre sua decisão de abrir uma empresa, combinando a formação acadêmica com o mundo corporativo.

Workshop – Pronunciation: O Fator Fonético da Fluência (28/08/2014)

O linguísta Rodolfo Mattiello com as professoras Jana, Carla e Adriana.

A missão da Mattiello Consultoria Acadêmica é ajudar os professores de língua estrangeira desenvolverem atividades de sala de aula que aumentem a exposição dos alunos a língua alvo, favorecendo a aquisição do idioma.

Na última quinta-feira, dia 28/08, tivemos mais um sucesso ao oferecermos o workshop sobre pronúncia. Em um de nossos posts, argumentamos que essa é a cereja no topo do bolo, mas é importante ressaltar que a cereja também é importante para a fluência. Nesse workshop abordamos alguns fonemas comuns às mais diversas regionalidades da língua inglesa, as diferenças com os fonemas da língua portuguesa e as influências que nossa língua materna exerce em nossa pronúncia quando produzimos em língua inglesa, entre outros.

O grupo de professoras formado por Carla Boccato, Adriana Scanacapra, Rosely Spagnol, Jana Camilo e Mayara Tieme contribuiu para que o workshop fosse um sucesso. Muito interessadas, as professoras valorizaram, e muito, mais esse momento em que professores de língua estrangeira se reúnem para discussão de diversos assuntos relacionados ao ensino de língua estrangeira, sugestões de atividades de sala de aula, dúvidas técnicas e troca de experiências.

A Mattiello Consultoria Acadêmica gostaria de agradecer a oportunidade e a confiança em nosso trabalho e logo em breve estaremos juntos novamente para mais workshops sobre ensino de língua estrangeira.