O Maravilhoso E Complexo Mundo Da Linguagem

Human Network. Peoples in motion. Connected.

Já ouvi muitos coordenadores, diretores e outros professores reclamarem de barulho dos alunos em sala de aula. Quando eu estava na escola como aluno, sempre que tinha algum barulho, eu estava no meio envolvido com a situação (espero que meus ex-alunos não leiam isso). Estamos falando de uma combinação do tipo fogo e gasolina: crianças e fala, isto é, precisamos incentivar nossos students a falar e eles vão gostar disso. Por que? Porque a língua, segundo Schumann, tem características de Sistema Complexo Adaptativo (CAS em inglês).

Vamos ver se conseguimos entender a ideia de um CAS. Imaginem o seguinte cenário: você acorda todos os dias às 6 e meia da manhã pra ir trabalhar e no caminho, sempre no mesmo horário, você cruza com a mesma pessoa andando de bicicleta. Vocês não se conhecem, não sabem nada um do outro, mas todo santo dia de manhã, vocês se cruzam. Vai chegar um ponto que você vai basear seu horário a partir do momento que você vê o biker, esse será seu padrão de tempo que vai definir se você está ou não atrasado pro serviço. Pois esse padrão que surgiu através dessa “interação” não programada é o que define o conceito de CAS. Ok, Rodolfo, mas o que raios isso tem a ver com as aulas de inglês? Tudo. Se não oferecermos chances para que nossos alunos falem, quer seja de maneira direcionada ou livre, a língua dificilmente irá se desenvolver. Já falamos em outros artigos que a interação é importante para a parte fonética da língua, para os léxicos, quando conversamos sobre a criatividade dos alunos a partir do uso das redes sociais. Mas vamos além. A gramaticalização também depende das interações para que ela ocorra e não sabemos nunca que tipo de padrão sintático uma criança vai produzir primeiro, isso faz com que a língua seja um CAS (Schumann, 2009).

Embora Schumann fale da gramaticalização de um pidgin, assim se transformando em um creole, podemos fazer um paralelo com o processo de aquisição de linguagem, quer seja língua nativa ou estrangeira. “Creolização ocorre abrutamente através de um jargão ou por um pidgin estável sem passar pelo estágio de pidgin estendido ou gradualmente via últimos estágios de um pidgin” (Schumann, 2009: loc. 709). Isso quer dizer que uma brincadeira linguística – por isso insitimos na ideia de laboratório linguístico – pode ser gatilho de uma gramaticalização mesmo se a brincadeira render orações gramaticalmente inadequadas.

(1) * É nóis.

(2) * My dad workeds.

Tanto em (1) como em (2) vemos frases agramaticais, mas que podem ser o estímulo necessário para o desenvolvimento de uma estrutura sintática mais adequada. No caso de (1), é muito comum ouvirmos esse jargão e nossa função como professores é de orientar o momento adequado para uso dele e, por que não, usar essa fala para mostrarmos como que ela se transforma quando utilizada de maneira canônica. Já em (2), percebemos caso de super generalização da regra para terceira pessoa do singular da língua inglesa, isto é, nosso suposto aluno achou que o uso do “s” em final de verbos também deveria ser utilizado para o passado simples. A partir desse cenário temos a opção 1 em que o mundo vai formatar a fala desses alunos e com isso dar corpo na gramaticalização da fala ou a opção 2 que é oferecermos feedback aos alunos sem cortar a criatividade deles mas para que eles saibam outras “versões” da língua. Através desse tipo de interação contínua, espera-se que nossos alunos adaptem sua fala para o modelo que desejamos, por isso podemos dizer que a língua é um CAS.

Portanto, a próxima vez que alguém reclamar do barulho da sala, fale pra essa pessoa que os alunos estão fazendo um trabalho muito complexo e por isso, precisam extravazar para que o resultado seja, no mínimo, melhor do que os que temos presenciado nos últimos anos em relação ao ensino de língua inglesa. Desenvolva seu lesson plan já pensando nos momentos em que os alunos vão falar, deixe-os falar, deixe-os brincar com a língua. Caso contrário, continuaremos no the book is on the table.

Assaye For Alle And Some

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Mais um ano, mais tudo de novo. Mais trabalho, mais contas, mais aulas… Não, aulas ainda não. Mas nada nos impede de começarmos o ano regando a sementinha que há um certo tempo plantei com você, meu amigo teacher: a noção de que a língua é um organismo mutante, em constante metamofose. Por isso, precisamos tomar muito cuidado quando vamos corrigir nossos alunos para evitarmos coonstragimentos. Nossos e dos alunos.

Infelizmente, aqui no Brasil temos uma noção de língua muito conservadora. Qualquer tipo de invenção já é tratada como erro, como morte do português, como desrespeito da nova geração com nosso idioma. Mas como somos professores de língua estrangeira, jamais iremos cair nessa armadilha, pois iremos entender a seguinte situação: se nos apegarmos de fato à perfeição da produção da língua inglesa e sua maneira mais canônica possível, teremos que voltar muitos séculos no passado. Caso a gente tenha uma abordagem conservadora com a língua, iremos exigir de nossos alunos frases iguais a que vemos em (1).

(1) And whoso fyndeth hym out of swich blame,
      They wol come up…

O que vemos em (1) é uma citação de Geoffrey Chaucer, do século XIV! E pasmem, a palavra they está usada de maneira diferente. O pronome está se referindo a uma pessoa do singular, no caso hym (him). Será que temos envergadura moral para dizer que Chaucer não sabia inglês? Mas afinal, qual sugestão para situações como essa? Isto é, o que fazer quando os alunos surgirem com produções que saem do usual?

Antes de mais nada precisamos, de uma vez por todas, colocarmos na cabeça que “language is changing constantly: the English of Shakespeare’s day doesn’t sound like our English today, and the English of 500 years from now will have changed even further“, como disse Gretchen McCulloch. Nosso trabalho é oferecer aos nossos alunos ferramentas para que eles as utilizem para desenvolver o idioma, ou seja, o papel que possuímos é de coadjuvante nesse mundo educacional. Entre as ferramentas que oferecemos, está a função de mostrar aos alunos que qualquer tipo de inovação e criatividade linguística é bem-vinda. Em seguida, temos a tarefa de contextualizar a fala dos nossos alunos, precisamos mostrar que existem situações em que a criatividade com a língua não será muito bem aceita. Assim, conseguiremos manter o estímulo à criatividade com a língua estrangeira, incentivaremos a criação do ambiente de “laboratório linguístico” e a resposta de nossos alunos com certeza será a mais positiva a cada turma que passar.

O fato de they ter se tornado a palavra do ano em 2015 fazendo referência a uma pessoa no singular reforça nossa posição descentralizada dentro da sala de aula. Se ficarmos tolindo todo momento de criatividade de nossos alunos com a língua, vai chegar um momento em que eles não vão mais sentir segurança em se comunicar no idioma alvo. Precisamos entender a inovação linguística e encorajar nossos alunos a brincar com o idioma, assim a língua deixa de ser um bicho de sete cabeças.

As Multi Faces da Pronúncia

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Após um tempinho sem dar as caras por aqui (espero que alguém tenha sentido falta), volto para falar com meus colegas teachers sobre algo que ainda aqui no nosso amado(?) Brasil está muito simplificado e, de certa maneira, mal compreendido. Teimamos em achar que pronúncia é, acima de tudo, sinal de um bom nível de competência linguística, além de ser totalmente associada com combinação fonética na hora de se (re)produzir uma determinada palavra.

É óbvio que à primeira vista o sotaque é o que percebemos e notamos de mais diferente quando conversamos com pessoas de outros lugares, quer seja dentro de um país ou não. Mas, repito, isso não é necessariamente um fator preponderante para se rotular a fala de uma pessoa, principalmente de nossos alunos que estão aprendendo uma outra língua. Se fizermos uma análise da produção fonética de algumas palavras – lembrando que isso não representa, obrigatoriamente, alto nível de competência linguística – encontraremos variações como em (1), (2) e (3).

(1) Have you found interesting /’deI/ta?

(2) Have you found interesting /’dα/ta?

(3) Have you found interesting /’dæ/ta?

Em todos os exemplos, temos instâncias de variação fonética da mesma palavra encontrada na oralização e, caso não tenhamos cuidado na hora de nos prepararmos para dar as aulas, poderemos cair na armadilha de corrigir ou avaliar mal nossos alunos que por acaso produzirem algo diferente do que nós, professores, sabemos. E você pode me dizer “ah! mas essas variações são aceitas, não estão erradas”. Só que precisamos então dar uma olhadinha na etmologia da palavra, isto é, na sua origem. A palavra em questão vem do latim datum e seu plural, data, acabou sendo universalizado, portanto, pode-se imaginar que a pronúncia original é a encontrada em (2). Portanto, temos aqui o exemplo de como um “erro” acabou se tornando uma variação oficial, pois (1) e (3) são produções fonéticas derivadas da palavra original latina.

Assim sendo, nós teachers temos a obrigação de prestar atenção se aquela pronúncia não é uma variação. Depois, precisamos ver se essa pronúncia da palavra causa algum tipo de mal entendido ou ambiguidade porque às vezes, aquele tipo de pronúncia é resultante do sotaque da língua nativa de nosso aluno e, talvez, ele não queira sufocar essa identidade e isso não vai causar problemas. Mas não é só isso, como diriam aquelas propagandas do 011-1406 dos anos 90 e 2000.

Em uma de minhas visitas em escolas, estava esperando a diretora e passaram por mim uma turminha de alunos provavelmente do Ensino Infantil e a professora. Por se tratar de uma escola bilíngue, a comunicação que pude presenciar foi toda em inglês, foi quando a teacher perguntou a um aluno “Do you want a carrot?” (acredito que tenha sido essa a palavra, mas não me lembro com certeza se foi carrot ou outro legume). Naquele momento até me deu vontade de falar o que a professora havia feito, mas me contive e até hoje ela não faz ideia de que ela tem uma professora que cai nessa armadilha. A entonação de frases também faz parte da pronúncia de uma língua e, portanto, da fluência. As perguntas fechadas (yes-no questions) tem entonação diferente das interrogações em português, pois aqui elas apresentam altos e baixos, se colocarmos em um gráfico, teremos algo parecido com uma curva senoidal. Já em inglês, essas perguntas são decrescentes, ou seja, o final da frase, por mais infantilizada que seja para se comunicar com alunos do EI, a entonação vai caindo e o que pude presenciar naquela escola e em outras que não eram bilíngues, é que o professor é altamente influenciado pela língua nativa – o português – e acaba oferecendo aos alunos um modelo de pergunta que não está associado ao idioma estrangeiro.

Muitos colegas acabam caindo nessa cilada quando vão falar com os alunos ou quando vão avaliar as produções orais deles. Quer dizer, alguns teachers ficam tão bitolados com sotaques e pronúncia correta de palavras e acabam se esquecendo de que uma boa pronúncia vai além dos fonemas e da produção canônica das palavras que encontramos nos dicionários. Mas a entonação também não é uma estrela que aquece sozinha o planeta Pronúncia, tem também o tipo de discurso, os pitches, mas esses são assuntos pra um outro texto porque este já ficou bem longo.

Workshop: Gírias e a Influência na Comunicação – Semana de Letras PUC Campinas 20-21/10/2015

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20/10/2015 – Semana de Letras PUC Campinas – palestra sobre gírias

 

20/10/2015 – Semana de Letras PUC Campinas – palestra sobre gírias

 

20/10/2015 – Semana de Letras PUC Campinas – palestra sobre gírias

 

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21/10/2015 – Semana de Letras PUC Campinas – palestra sobre gírias

 

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21/10/2015 – Semana de Letras PUC Campinas – palestra sobre gírias

 

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21/10/2015 – Semana de Letras PUC Campinas – palestra sobre gírias

O Idioma Disfarçado de Língua Inglesa

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Após um período acumulando trabalho, materiais e mais trabalho, cá estou novamente para conversar com meu amigos teachers sobre fenômenos linguísticos que influenciam diretamente na aquisição de linguagem (me senti o padre Quevedo agora falando sobre fenômenos). Nossas escolas, públicas e particulares, têm ensinado inglês como língua estrangeira, escolas de idiomas também têm se degladiado para mostrar quem ensina melhor inglês como segunda língua, mas será mesmo que nossos alunos estão de fato aprendendo inglês ou o que estão produzindo são uma língua diferente disfarçada de inglês?

Talvez esse disfarce seja fruto de algo que já conversamos aqui antes: a influência do idioma nativo no processo aquisitivo da língua estangeira. Não precisam ficar nervosos, eu não vou falar sobre transfers novamente, mas a interferência que, no nosso caso, o português, exerce sobre  a língua estrangeira pode gerar um caso de criação de creole. E o que viria a ser creole, você pode me perguntar. São línguas híbridas criadas a partir de pidgins. E o que seriam os pidgins? São esquemas frásicos, teoricamente sem função sintática, gerados pelo baixíssimo conhecimento de uma língua estrangeira. Mesmo longe e sem ver, consigo perceber o enorme ponto de interrogação estampado na sua testa. Vamos por partes então. Começaremos por entender o que são os pidgins, pois são basicamente a origem de toda nossa conversa. Imagine que você acabou de cair no meio de uma tribo maori, na costa neozelandesa. Deu pra visualizar a situação? Após um tempo, você aprende a dizer coisas simples como “obrigado”, “eu comer”, “por favor”, etc, simplesmente para conseguir manter o mínimo de comunicação possível. Obviamente que nosso pensamento lógico vai nos fazer utilizar a língua que sabemos para tentar inferir (às vezes acertar) como essa funciona essa nova língua maori e, munidos de tentativa e erro mesmo, inserimos partículas linguísticas de nossa língua nativa nesses esquemas frásicos simplificados para tentarmos sobreviver à essa nova aventura nas praias da Nova Zelândia.

Claro que conforme você for interagindo com os maoris, seu alcance linguístico aumenta, aprendendo sons significativos, palavras, aumento dos esquemas frásicos para sentenças completas, significados, em combinação com nossa (para alegria dos gerativistas) inata capacidade de raciocínio. Assim, os pidgins evoluem e se tornam creoles, isto é, uma língua estrangeira recém aprendida que contém buracos sintáticos, influência da língua nativa, mas que se assemelha um pouco mais com uma sentença mais evoluída, como podemos ver em (1) (Schumann, 2009: loc. 473).

(1) And too much children, small children, house money pay.

(2) If like make, more better make time, money no can hapai.

O que Schumann (2009) nos mostra é a maneira que um coreano encontrou para se comunicar em inglês, sendo que seu conhecimento linguístico da língua estrangeira é bem limitado, porém conseguiu(?) conectar sua fala e transmitir significado. Já em (2), nota-se utilização de duas palavras de uma terceira língua, make, que significa “morrer” e hapai, que significa “carregar” ambas em havaiano. É o exemplo da fala de um nativo japonês tentando se comunicar em inglês com um havaiano e é possível perceber que a língua inglesa, embora mais evoluída que a havaiana, ainda contém muitas brechas sintáticas e também nota-se a presença de palavras da terceira língua, o que mostra o início de uma aquisição.

Acho que consegui deixar claro o que são pidgins e creoles, mas o que tudo isso tem a ver com as aulas de inglês e com a maneira que nossos alunos têm se comunicado em inglês? Em alguns anos trabalhando como professor de inglês e outros recentes como linguísta percebi que nossos alunos estão se comunicando em um creole disfarçado de inglês. Podemos perceber em (3) a forma standardizada da língua inglesa, aquela maneira que tentamos ensinar aos nossos alunos, mas, na maioria das vezes, a fala de nossos prezados students tem influência bem direta e aparente da língua nativa – o português – como vemos em (4).

(3) Yesterday, a weird scene happened on the street.

(4) Yesterday, happened a weird scene on the street.

Claro que em (4) trata-se de algo distantemente parecido com creole haja vista a complexidade e conexão entre as palavras para formar a frase, mas a inversão entre sujeito e verbo, que não faz parte do inglês standard (a menos que você seja o Mestre Yoda), mostra a influência da nossa língua nativa. Também é muito comum encontrarmos a fala de nossos alunosmais parecida com creole do tipo “if have vague, I sleep in hotel” com sentido de “if there’s a vacancy, I’ll sleep in the hotel”. Isso occorre, segundo John Schumann e outros linguístas, porque a aquisição fica superficial, não existe aprofundamento de exposição afinal a pessoa consegue, de alguma maneira, transmitir a mensagem e acaba não indo além. Muitas aulas de inglês, quer seja de escolas regulares (públicas e particulares) ou escolas de idiomas, acabam contribuindo para que isso aconteça mesmo que seja sem querer. Nós teachers precisamos tomar cuidado pra que nossos alunos saiam da sua zona de conforto e sejam lingusiticamente desafiados a pensar e aprender para não ficarem atrelados à proposta de comunicação para realizarem uma tarefa ou fecharem um negócio simplesmente.

Às vezes, fatores externos nos deixam de mãos atadas na hora de fazermos nossos alunos darem um salto maior no processo de aquisição de linguagem. Porque faz mal pra nossa carreira de professor ter alunos falando como se fosse o Tarzan, “mim, comida, agora”, sem contar que isso nada mais é do que uma língua híbrida, sem profundidade, um disfarce para a aquisição que foi mais manquitola do que o Saci Pererê.

 

Habemus Linguistics I

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Since always foreign students want to learn slang. I must say I don’t understand why they have this urge to learn slang that passes from generation to generation of students. Despite that, what matters is they want to learn, slang is part of the language and no, they definitely don’t disrupt the language whatever it is. I also decline the argument that internet has been hindering the language – after all, it is considered the guilty for the accelerated metamorphosis of the language creating, then, more and more slang. Ok, but what does this have to do with us teachers? Everything.

In our recent article Having Our English Outside The Box, we talked about the possibility to play with language and still be proficient. Well, you may not like this perspective, but I recommend you get used to accepting some students’ utterances that were once reckoned as “wrong”. We have already mentioned the ultimate use of ‘because’ playing the role of preposition, but what we have been witnessing every single day is a massive attack of linguistic creativity that we teachers need to be aware so we identify whether an utterance is slang or not and, in case it is one, we have to check if the context it was used is indeed appropriate. This is our role: show our students that language has an infinite number of possibilities, but there are situations in which some linguistic forms are more adequate. It is like I always say “if we are going to a barbecue, shorts and flip-flops are ok, but if we’re going to a business meeting, we gotta suit up”. This has to be our spirit whenever our students produce (1) or (2). We have to position the appropriate moment for their utterance.

(1)That film is amaze.

(2)Totes.

Notice that I did not use the “semantically strange” symbol for there many examples of utterances such as those, therefore I consider these slangs as part of a speech community. The case in (1) was not regarded as ungrammatical also for the same reason previously stated. Furthermore, although ‘amaze’ is a reduction of ‘amazing’, playing the syntactic role of adjective, we can take into consideration that this is a new word, thus eliminating any sort of confusion it may cause with the verb ‘amaze’ which would turn the sentence ungrammatical.

Alright. You might ask me then “what’s new about all of this?”. The greatest news here is the origin of this, the internet. This wonderful man made creation that connects everything to everything to everyone has rubbed on our faces how mutant languages are. Take Twitter, for instance. It is one big source of linguistic change. Tweeters know that the message space is highly limited which forces our students to express themselves in a more objective and reduced manner, generating a mutation in the language that would make Professor Charles Xavier jealous. That is why we have the commonly known OMG, LOL and they should never be considered a defeat in language teaching, instead they have to be taken as enriching factor of the language. Imagine how creative our students have to be to convey a message in a short space. With this scenario, we will obviously have abbreviations like IDK, reductions like ‘gonna’, ‘gotta, ‘wanna’, ‘shoulda’, ‘woulda’ and, why not, syntactic changes that end up being mistaken with slangs that are part of some speech communities. And yes, our students will do their best to speak “bad English” just because it is cool. Bucholtz already wrote about it brilliantly.

Thus, my fellow teachers, we have the duty (because we’re pros) to be in touch with the online universe for it materializes in the real world and makes our students coin words, abbreviate their speech, play with the language. Therefore I say it again, the internet has not been disrupting our students’ speech, it has only been going through some changes which is normal in the teenage years and with these changes we see a new type of language, pictorial for times, that facilitates communication.

#InglesNoEnsinoPublico

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Em um de seus memoráveis discursos, John Kennedy uma vez disse: “Não pergunte o que seu país pode fazer para você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país.” Bom, vivemos num país em que temos que suprir a falta que os governos Federal, Estadual e Municipal fazem no que tange, no nosso caso, educação de qualidade. Como podemos querer que nosso país tenha um papel importante no cenário mundial sendo que nossas crianças do Ensino Fundamental da rede pública de educação, em muitas cidades, não têm em sua grade curricular ensino de línguas estrangeiras obrigatório, pois de acordo com o MEC, nossas crianças só precisam aprender um outro idioma a partir do Ensino Fundamental II (espero que vocês tenham lido isso com o tom sarcástico que o texto infelizmente não me permite colocar).

Talvez as pessoas responsáveis pela educação dos brasileirinhos estejam se esquecendo da importância que o multilinguismo traz. Prometo não escrever uma novela completa aqui nos artigo de hoje, então vou elencar somente alguns fatos para dar início ao nosso movimento que pede ensino de línguas estrangeiras em todas as séries do ensino público. Vamos imaginar a seguinte situação: você está dirigindo seu carro pela estrada quando avista uma placa de curva acentuada que vai chegar em 300m. Nosso cérebro envia informações para que a gente reduza a velocidade, mude a marcha do carro e continuemos nossa viagem. Quando somos multilíngues, nosso cérebro tem processamento similar de preparação, o chamado Controle. Passamos grande parte do nosso tempo falando nossa língua materna (L1) e momentos antes de se entrar num contexto em que uma língua estrangeira (L2) será utilizada, inibimos L1 para que a produção de L2 ganhe espaço (Baum & Titone: 862, 2014). Portanto, essa capacidade de organização linguística também desencadeia em benefícios organizacionais cognitivos nos alunos que aprendem outros idiomas como, por exemplo, atenção seletiva (Bialystock & Majumder, 1998; Martin-Rhee & Bialystock, 2008). Isto é, nossas crianças terão facilidade em direcionar seu foco em múltiplas tarefas sem perder a qualidade, sabendo dar a devida atenção, no caso de matérias escolares, para cada aula que nossos alunos têm ao longo do dia. De um jeito mais lúdico, é como se as pessoas multilíngues tivessem um interruptor para cada conhecimento e dessem um on/off quando necessário. Outro benefício cognitivo que o multilinguísmo oferece aos alunos é o processamento de metalinguagem. Todo professor faz uso de um discurso metalinguístico para passar a matéria aos alunos, ou seja, o professor de Biologia usa a língua para ensinar os termos (a língua) da biologia e os alunos multilíngues tem uma vantagem pois usam a mesma estratégia para se comunicarem nos idiomas que sabem.

A questão social também tem interferência quando nossos brasileirinhos que estudam na rede pública de ensino aprendem outros idiomas. Nossos colegas que trabalham com educação têm se movimentado para pedir uma internet mais digna (se é que existe uma velocidade digna no Brasil) vão encontrar obstáculos quando os alunos começarem a pesquisar informações e novidades que estarão em inglês (assumindo inglês como língua global). A língua estrangeira vai ser a responsável final para que nossos alunos tenham acesso a novos horizontes, novas formas de pensar e expandam suas fronteiras. Com certeza nossas alunas já ouviram falar no Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, mas será que elas já ouviram falar na candidata a sua sucessora, a Hilary Clinton? Imaginem o efeito que o conhecimento das ideias de uma mulher gabaritada para ser a mais alta representante de uma potência mundial pode ter em nossas brasileirinhas de uma comunidade menos favorecida economicamente. Em uma entrevista que concedi à Educaderia, disse que não sou neurologista para saber se o conhecimento de outros idiomas mudam a forma de pensar de uma pessoa, mas posso afirmar, como línguísta, que a língua estrangeira expõe pessoas a diferentes perspectivas e isso sim interfere no pensamento. Talvez nossos brasileirinhos não tenham, de imediato, a chance de conhecer outros países, mas se eles conseguirem ter acesso a informação através de sua competência linguística já aumenta sua bagagem cultural e se esse estímulo ocorrer por causa das aulas de língua estrangeira, o caminho para a autonomia será facilitado, porque eles terão mais uma ferramenta para trabalharem sozinhos: a língua.

Portanto, fica aqui minha sugestão que espero atingir não somente meus colegas teachers e linguístas, mas também todos os professores de outras matérias, coordenadores, diretores, profissionais da educação, pais, familiares e todos que querem ver a formação de uma geração futura acontecer para, quem sabe, daqui 10 ou 15 anos esses brasileirinhos mudarem muita coisa em nosso país. Por isso, gostaria que vocês lesse e compartilhassem este humilde artigo e utilizassem a marcação #InglesNoEnsinoPublico para fazermos com que nossos alunos da rede pública de ensino tenham, por lei, ensino de língua estrangeira desde o início do Ensino Fundamental. Juntos a gente consegue fazer com que essa importante mudança aconteça

Video Game + PBL + English Class = Fun

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Summer is over. I hear the sad trumpets echoe in the cloudy sky of a rainy day that this news carries while reaching every single fellow teacher. But this shouldn’t mean fun is over at all! As a friend of mine wrote in his thesis “let the games begin”.

Gamefication is hype. Teachers have finally realized that making some activities into games can be a fun way and also effective for language learning, for kids are crazy about games. If this game is any sort of video game, they will certainly ignore everything around them and they will focus 120% on the game – I speak for myself because my girlfriend always complains whenever I get a hold of my PS3. Using video games can also be a great experience forthe English classes we design so that we work the Project-based Learning approach (PBL). In addition to having students work ipfor a ling period, they will certainly become more motivated and excited to perform the assigned task.

Video game won’t actually teach English itslef, the great insight here is to use electronic games in English classes to make the student use their linguistic knowledge and apply it when playing, as James Paul Gee stated (2005). In the online course for teacher we offer – still on progress – we talk thoroughly about how to design PBL activities, but it is worth to remember the importance video games have in the learning process of our students. “Nothing happens until a player acts and makes decisions” (Gee, 2005: 34). This is the background for activities that involve video games and more precisely the application of PBL with these games even in the classroom, which means making our students use their language knowledge to take decisions, create and perform tasks. Before applying a PBL we need to have a well-structured lesson plan where the environment for communication in English already exists and is familiar to students so that information exchange and knowledge sharing happen. Language is a type of knowledge that we acquire and interaction with other students that are working on a similar project enrich the process of language acquisition as they pair up or gather in groups to work inside the classroom according to what you established in your lesson plan.

Maybe you haven’t heard of this game before, but your students have…. for sure. Minecraft. This game has been catching everyone’s attention and it has also been hooking up the kids’ time becoming a worldwide big hit even for some adults. Minecraft is a game available for PS3, Xbox, mobile, PCs and it consists of using a strategy to reach a pre-established goal. You have to stock up blocks to create a world that you imagine and according to the game’s play mode (survival, creative, spectator, hardcore) you need to build things that are determined by the game so you don’t lose. In our English classes we can create a project which students play Minecraft in survival mode and as the game offers guidelines so they continue their project, some lexicon can be drilled, i.e. we teachers play the game beforehand to get to know it and note possible words to present to our students in the classroom before we start the project. When they face unknown words, they look them up and bring the definition to the classroom.

There is also room to work out our students’ speech so they present what they have built and the reason to do so. This means, through this presentation students will have the opportunity to use the words they looked up and to tell their accomplishments in the target language. Thus, we will have the needed motivation for our students to learn English as a second language and the video game become our ally, not to mention that the game itself is really cool. The educational bias that Minecraft has is such that an educational version of the game was released a couple of months ago with special features that can be used in the classroom and, why not, in our English classes. We can also find other ideas to be replicated or improved on their website. Maybe even lesson plans for other subjects that can be adapted to our English classes.

Vacation must be over, but the fun must go on. Surprise your students with this PBL activity that involves technology right now for the beginning of the semester. They’ll love it.

Habemus Linguistics II

emojis

A internet tem sido a ferramenta responsável por trazer à superfície tudo que acontece de novo no mundo contemporâneo. As notícias pipocam instantaneamente e só fica alheio quem realmente opta por ficar desse jeito ou quem não brinca na rede. Por isso temos a sensação de que a internet é a culpada por estragar a língua. Ela é o veículo que nos faz perceber como a língua é mutante e como essa mutação é rápida, as novidades sempre chegam rápidas também.

Vamos fazer o seguinte trabalho de imaginação (bem fértil, por sinal): imaginem que milhares de décadas atrás já existia internet. Nossos ancestrais conseguiam avisar todos os reinos e tribos quando iria ter um ataque de animais selvagens, quando chegasse a época de colheita ou quando alguém tivesse desenvolvido uma maneira de escrita que atendesse a todos. Com certeza iriam culpar a tal da internet também por estragar qualquer que fosse o tipo de comunicação usado na época. Ao que estudos indicam, as escritas mais antigas eram pictoriais, ou seja, eram desenhos que representavam coisas e ações. Eram como se fossem os emojis que todos usamos hoje em dia. Será que os homens das cavernas também reclamaram do surgimento dessa língua pictografada dizendo “esses desenhos nas pedras estão arruinando os grunhidos que usamos para nos comunicarmos, uga buga”? Acho que não. Os emojis também não podem ser considerados inimigos da língua, eles devem ser utilizados como forte aliados inclusive no ensino de inglês, pois serviriam de ponte de transferência de significado, conectando a representatividade que o emoji passa com a língua inglesa.

Já ouviram falar de semas? São traços exclusivos de um léxico que determinam o seu significado. Difícil? Um pouquinho né. Pensem na palavra smartphone. Se eu pedisse pra você descrever pra mim essa palavra, você usaria um conjunto de características que juntas dão significado à palavra. Pois isso é um sema. Todas as palavras, expressões idiomáticas e sentenças carregam significado e têm poder atuante quando falados e os emojis não são diferentes. Eles têm ainda uma vantagem: são altamente visuais, ou seja, não dependem de uma imagem virtual da capacidade cognitiva para compreenderem o significado. Vocês se lembram do primeiro artigo dessa série? Pois falamos como a internet tem ajudado a informar as mudanças linguísticas e também como ela têm influenciado nessas mudanças. As redes sociais e os serviços de mensagem instantânea requerem objetividade na comunicação pois oferecem espaço reduzido para se escrever. No raciocínio de nossos alunos, não vale a pena usar espaço de caracteres para se escrever I love you, da maneira canônica e a fonética tomou partido e então passamos a encontrar I luv ya, luv ya e também luv u. 

Agora temos os emojis para dizer aquilo tudo. Um coraçãozinho ou uma carinha apaixonada já tem valor semântico igual ao de uma frase e precisamos saber utilizar esse recurso para nos auxiliar no ensino de língua inglesa afinal de contas, muitas vezes, principalmente quando ensinamos novos vocábulos, os alunos sabem a definição, utilizam-se dos semas para transmitir a mensagem, mas não conhecem a palavra designada. Para apresentar novas palavras também podemos utilizar os emojis e a carga semântica que eles representam numa atividade que simula o envio de uma mensagem de Whatsapp, por exemplo. Além de facilitar a compreensão de significado, emojis estão integralmente inseridos no contexto dos nossos alunos. Segundo a professora Wyvyan Evans, Bangor University, 40% dos britânicos enviam mensagens inteiramente de emojis. Parece que aquela máxima “uma imagem vale mais do que mil palavras” está mais em alta do que nunca e de fato tem lógica. Na internet ou por mensagens de celular fica muito difícil de se transmitir emoções, entonação, etc, e isso também faz parte da línguagem. Mostrar aos alunos como fazer isso num mundo em que eles são parte integrante vai motivá-los e engajá-los e quando fizermos a transição para uma escrita menos informal, eles se sentirão mais confortáveis.

Portanto, está evidente que a tecnologia e a internet está enraizada na sociedade e em nossas gerações de alunos que estão e nas que estarão dentro de nossas salas de aula. Nós professores temos que ficar cada vez mais interados nos avanços tecnológicos e nos modismos que encontramos online porque esse modismo só vai ganhar corpo por causa dos feedbacks positivos da molecada e isso vai, como Bakhtin diz, moldar a produção linguística deles, pois a internet faz parte do ambiente dos nossos alunos. Por isso, vamos entender de uma vez por todas que a língua não é estática e que a internet está enriquecendo e nos trazendo essa riqueza de bandeja.

Habemus Linguistics I

words

Desde os primórdios até hoje em dia… alunos querem aprender gírias. Eu confesso não entender o motivo pelo qual eles despertam essa curiosidade que passa de geração para geração de alunos. Apesar disso, o que importa é que eles querem saber, gírias fazem parte da língua e não, elas definitivamente não estragam a língua qualquer que seja ela. Também nego o argumento que a internet tem destruído a língua – afinal ela é considerada a responsável direta pela metamorfose acelerada da língua, criando, então, cada vez mais gírias. E o que nós, teachers, temos a ver com isso tudo? Muito.

Em nosso recente artigo “Tirando o Inglês da Gaveta”, falamos sobre a possibilidade de brincarmos com a língua e mesmo assim continuarmos proficientes. Bem, por mais que você seja contra essa perspectiva, acho interessante que você se acostume a relevar algumas produções orais dos students que antes eram vistas como “erradas”. Já comentamos sobre o novo uso da palavra because cobrindo função de preposição, mas o que estamos presenciando todos os dias é um ataque em massa de criatividade linguística que nós teachers precisamos, mais do que nunca, estar atentos para sabermos se a produção de um aluno não se trata de uma nova gíria e, caso realmente seja, se o contexto em que a gíria foi falada de fato está de acordo. Essa é a função que os professores têm: mostrar aos nossos alunos que a lingua tem uma infinidade de possibilidades, mas que existem situações em que se é necessário utilizar determinadas formas. É como sempre falo “se formos a um churrasco, usamos bermuda e chinelo, mas em uma reunião de negócios, precisamos de trajes mais formais”. Esse é o espírito quando ouvirmos nosso alunos falarem (1) e (2), posicionarmos o momento mais apropriado para tal.

(1)That film is amaze.

(2)Totes.

Notem que eu não utilizei o símbolo de “não-semântico”, pois existem muitos exemplos de produções desse tipo, portanto considero que essas gírias já fazem parte do cotidiano linguístico de uma comunidade. O caso apresentado em (1) não foi considerado agramatical também pelo mesmo motivo anteriormente citado. Mais ainda, embora amaze seja uma abreviação de amazing, exercendo função sintática de adjetivo, podemos levar em consideração que essa seja uma palavra nova, eliminando qualquer tipo de confusão com o verbo amaze que, então, tornaria a frase agramatical.

Ok. Aí você pode me perguntar: mas o que isso tem de novidade pra mim? A grande novidade é a origem disso tudo, a internet. Essa criação maravilhosa do homem que conecta tudo a tudo e a todos tem nos mostrado, escancarado como a língua é um organismo mutante. O Twitter, por exemplo, é um grande causador de mudança linguística. Quem gosta de tuitar com frequência sabe que o número de caracteres disponível é altamente limitado o que força nossos alunos a se expressarem de maneira mais objetiva e reduzida, gerando uma metamorfose na língua que deixaria Raul Seixas com uma bela dor de cotovelo. Por isso que temos os famoso OMG, LOL e isso de maneira nenhuma deve ser encarado como uma derrota da língua, mas sim como um fator de enriquecimento dela. Imaginem quão criativos nossos alunos têm que ser para transmitir uma mensagem num curto espaço. Com esse cenário, óbvio que iremos ter abreviações como IDK, uso de reduções como gonna, gotta, wanna, shoulda, woulda e, por que não, mudanças sintáticas que acabam se confundindo com gírias que fazem parte de algumas comunidades de fala. E sim… nossos alunos vão querer “falar errado” simplesmente porque é muito “da hora”. Bucholtz já escreveu sobre isso brilhantemente.

Contudo, my fellow teachers, nós temos a obrigação (porque somos profissionais) de estarmos sempre em contato com o mundo virtual, pois ele se materializa no mundo real e faz com que nossos alunos criem palavras, abreviem sua fala, brinquem com a língua. Por isso, repito, a internet não está arruinando a fala de nossos alunos, ela só está passando por mudanças, normal na fase de adolescência, e com ela vemos um novo tipo de linguagem, pictorial às vezes, que facilitam a comunicação.